Se você gosta de ficção científica e ainda não leu Planeta do macacos, pare tudo o que você estiver fazendo e vai ler. O livro é uma verdadeira obra prima dos clássicos e recebe toda condecoração que merece. Como detentora dos direitos atuais, a editora Aleph fez um ótimo trabalho nessa edição incrível, contendo nota para edição brasileira e vários extras sobre a obra.
Em muitos anos, num futuro bem distante, um grupo de cientistas descobrem um planeta com muitas semelhanças com a Terra. Durante a expedição nesse nova planeta encontra-se, um ar completamente respirável e limpo, florestas encantadores, mares e etc. Mas durante o reconhecimento da nova terra, o grupo de astronautas descobrem algo terrível sobre o lugar, toda a população humano não é nem um pouco desenvolvida, contando apenas com seus instintos básicos, como os animais, e a espécie dominante é a dos macacos !!!! Isso mesmo, estava tudo ao contrário.
"Durante a viagem, em nossas conversas a respeito de eventuais contatos com seres vivos, evocávamos criaturas disformes, monstruosas, com um aspecto físico bem diferente do nosso, mas sempre supúnhamos tacitamente nelas a presença do espírito. No planeta Sorror, a realidade parecia completamente ao avesso: estávamos ás voltas com habitantes semelhantes a nós do ponto de vista físico, mas que pareciam completamente destruídos de razão. Era fato esta a significação do olhar que me perturbava em Nova e que encontrei em todos os outros: a falta de reflexão consciente, a ausência de alma."
Sorror, era um planeta desenvolvido toda na lógica dos macacos, que tinham tecnologias extremamente avançadas, mas as que tinham na Terra quando a expedição saiu. Em toda uma jornada, Ulysse, um dos integrantes humanos que pousaram e Sorror, tenta compreender aquele planeta e principalmente tenta sobreviver as atrocidades as quais os humanos são submetidos pelos macacos. Ele usará de lógica, como único humano com certa carga de conhecimento e como único ser humano que parece não ser um selvagem, para descobrir o que aconteceu para essa revolução dos macacos terem acontecidos, pois até dentre os tripulantes da sua nave que parecem ter perdido toda sua inteligência agindo por extinto. Humanos eram estudados, caçados, e viviam nus, tudo invertido, como vivem nossos animais.
"...a estupefação sufocou qualquer outro sentimento quando vi aquela criatura emboscada, espreitando a passagem de caça. Pois a criatura era um macaco, um gorila imenso. Em vão repeti para mim mesmo que estava enlouquecendo, afinal não restava mais nenhuma dúvida quanto á sua espécie. Mas encontrar um gorila no planeta Sorror não era a principal extravagância do episódio. Ela residia para mim no fato de aquele macaco estar corretamente vestido, como um homem dos nossos e principalmente na desenvoltura com que usava suas roupas."
"Eu assistia a uma caçada- participava dela também, ai de mim!-, uma caçada fantástica em que os caçadores, postados a intervalos regulares, eram macacos, e a caça acuada, constituída por homens e mulheres como eu, homens e mulheres cujo cadáveres nus, esburacados, contorcidos em posições implausíveis, ensanguentando o solo."
O livro é espetacular e trás uma grande crítica aos seres humanos e toda crueldade de uma espécie dominante. Com um dos melhores plot twist de todos os tempos, o livro nos trás um final um pouco diferente do filme de 1968, porém o impacto e a magnitude é o mesma. para os grandes fãs de uma boa ficção científica esse é um livro que não pode ficar de fora, eu simplesmente adorei.
Título Original: La planète des singes
Autor: Pierre Boulle
Editora: Aleph
Páginas: 208
Brochura


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